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  • Reliane de Carvalho

O PODER DE CONSTRUÇÃO QUE EXISTE POR DETRÁS DE UMA ADVERSIDADE – COVID-19.

O maior impacto de toda e qualquer adversidade deve ser o seu poder de construção. Que aprendizado está a ter agora?





É certo de que num momento como este que assola o mundo, por vezes, esquecemos de voltarmos os nossos pensamentos para a reflexão, para o aprimoramento, para o nosso crescimento. Temos toda a força de uma consciência coletiva que está presa ao medo, ao pavor, que está presa as preocupações quanto ao desconhecido e o que será do mundo e de cada um de nós depois que tudo isso passar. E quando isso tudo passará? O que acontecerá? O que será da minha vida financeira e pessoal depois disso tudo? O que será do mundo depois disso tudo? E assim, envoltos em todas estas informações, envoltos em todos estes acontecimentos, acabamos, por vezes, de nos distanciar da nossa viagem interior, desta reflexão importante que diante de uma adversidade de grande impacto, pode nos ajudar a crescermos, fortalecermo-nos, porquê tudo, tudo na vida, pode ter um poder construtivo, não há nada, absolutamente nada que não tenha poder de construção.

Se olharmos atentamente nos piores momentos podemos crescer, evoluir e nos fortalecer. O que eu poderia ter feito diferente para que hoje estivesse mais sereno diante do impacto disso tudo? O que posso fazer para trabalhar minhas emoções para diante de algo de tamanho impacto não fique assim em tão grande desespero?

Abstrair todo o crescimento que a adversidade está a gerar e de seguida voltar ao tempo presente, e ficar no tempo presente, sem ficar assolado por culpas, arrependimentos, que devem ficar no passado.


Sem ficar preso ao futuro, em pânico, com medo em demasia, se vai se contaminar, se vai morrer, se vai perder alguém, se amanhã ou depois ficará sem dinheiro. O tempo que importa é o agora, e o agora nos convida a reflexão e a ações em pró da nossa construção, da nossa proteção. Convida-nos a fazer a nossa parte para nós e para o mundo para que tudo isso passe logo. Respeitar os conselhos das autoridades de saúde, da organização mundial de saúde, ficar atento as nossas responsabilidades como cidadãos e como “SERES HUMANOS”, com grande potencial de construção, de superação. Somos energia de força, temos uma força infinita dentro de nós, e ninguém é mais forte ou melhor do que ninguém, apenas alguns de nós estão mais atentos a sua consciência, ao seu crescimento, a sua força, trazendo-a a superfície para fazer das dificuldades oportunidade de crescimento. Sendo assim, convido-o a abstrair-se da dor, do medo, do desespero. Convido-o a usar um grande potencial construtivo a seu favor, convido-a alimentar emoções positivas e a contribuir para a consciência coletiva, com uma consciência positiva e voltada ao crescimento. Convido-a a contrariar todo e qualquer medo, todo e qualquer desespero afirmando o tempo todo coisas positivas, de que tudo ficará bem, de que tudo reorganizar-se-á a favor da normalidade e do retorno da liberdade. Convido-o a acreditar que todos vamos sair fortalecidos desta, mais fortes, mais conscientes, mais solidários, com uma visão mais voltada ao todo, ao coletivo do que a individualidade. Convido-o a pensar que a partir deste acontecimento todos puderam perceber que não há ricos ou pobres quando a questão é saúde e a morte, quando algo assim vem, arrasta a todos, indiferente de classes socias, de posição social, se usa roupas de marca, se anda a conduzir a sua Ferrari ou não. Somos todos iguais, somos unos e partes de um “Todo Sideral “que rege a organização da vida para que tenhamos a cada dia novos e constantes aprendizados. Quer estejamos atentos a isso ou não os aprendizados veem, para alguns mais conscientes e reflexivos mais rápido do que para quem está disperso a todos os ensinamentos que a vida tem para nos oferecer.

Convido-o a fazer a sua parte, a olhar para si, a cuidar de si, a observar-se mais. Convido-o a ter agora, neste momento, responsabilidade individual e social. Convido-o a não fazer fuga ao medo acreditando que isso não é como dizem e como a imprensa e meios de comunicação estão a propagar. A realidade existe, está aí, a nossa frente, quer queiramos aceitar e tentar nos proteger e ajudar-nos, quer não.

E o que temos que fazer agora é sermos conscientes, diante de algo menos bom que estamos a viver. O que posso fazer para minimizar toda esta situação? Convido-a a não ficar o tempo todo a procurar entender e saber de onde este vírus veio, se é arma biológica, se não é, se foi criado intencionalmente na china ou não. Do que isso importa agora? Ficar preso nesta energia e despender energia necessária a qual podemos utilizar para minimizar tudo isso é contraproducente. Convido-o a não ficar a fazer como alguns estão, talvez para diminuir o impacto do seu medo, a tentar dizer “que isso não é nada”, “que a mídia está a exagerar”, “que gripes comuns matam mais que este vírus”, “que a fome mata mais”, e etc. Sugiro que se concentre nos fatos, nas evidências que estão a nossa porta, no triste exemplo da Itália. O que temos que fazer é sermos conscientes para não deixar que a grande velocidade de propagação que tem este vírus, com velocidade exponencial, sobrecarregue os nossos hospitais ao ponto de não conseguirem ter capacidade de resposta tanto a nível de recursos físicos, humanos como materiais. Convido-o a se ater na sua responsabilidade cível, e como ser humano que habita este mundo. Procurar desculpas ou ficar preso a culpa, a responsabilização do outro, a origem do problema, não vai fazer diferença agora.

Agora o que realmente faz diferença é fazermos a nossa parte. Agora o que realmente faz diferença é deixarmos desabrochar o lado mais bonito que carregamos dentro de cada um de nós, o lado solidário, aquele que não vai aos supermercados e coloca dentro do carro de compras todos os frascos de álcool, ou as máscaras que encontra, pensando somente em si e não no outro. Agora o que faz realmente diferença é fazer tudo o que lhe compete para cuidar da sua proteção, para não pegar este vírus e propagá-lo a pessoas de risco que podem morrer como idosos, pessoas com hipertensão, diabetes, ou problemas respiratórios, dentre outros. Agora o que realmente importante é estarmos conscientes de que não somos um, sabe porquê? Sozinhos não seríamos capazes de viver, somos seres sociais, e a força maior está em acreditar que sozinhos pouco podemos, mas juntos muito fazemos. Então é momento de pensar no outro, é momento de agir em pró do bem do mundo, é momento de trabalhar suas emoções se sentir que as mesmas estão descontroladas. É momento de tentar manter a calma, não entrar em stress porquê sabemos que o stress diminui o sistema imunológico e precisamos dele fortalecido.

Se estamos a fazer a nossa parte e a darmos ao mundo o melhor que carregamos dentro de nós, porque devemos temer? Sigamos com a esperança de que o próprio Universo se encarrega da normalidade e isso que hoje parece ser o fim, pode ser o grande começo de uma sociedade mundial mais humana, mais consciente e mais solidária.


Reliane de Carvalho


Artigo originalmente publicado na revista Statto.


Imagem:https://www.tysol.pl

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