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  • Reliane de Carvalho

O medo e a incerteza em tempo de pandemia, o que fazer!


Em tempos de pandemia quando a pior morte bate a porta , o medo e a incerteza, o caminho mais profundo é aquele que nos conecta com o nosso próprio mundo.

Então vamos perceber que independente do que pode acontecer, a única certeza de que realmente temos na vida é de que estamos aqui para aprender e evoluir e para a melhor versão de nós semearmos, que é o cultivo do amor, que deve sempre começar pela plantação mais sublime que é pelo amor próprio.




O amor próprio que nos aceita como realmente somos, como seres imperfeitos em profunda evolução, que por vezes erramos, mesmo que a tentativa sublime do coração foi acertar.

E se assim fazemos, saímos da culpa é da baixa vibração que a culpa pode proporcionar e entendemos que o importante é ter a consciência de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para acertar e isso, é verdadeiramente amar.


Não somos seres perfeitos, não vivemos num mundo perfeito. Portanto agora não é hora de procurar culpados, de acreditar que tudo isso é fantasia, é exagero da mídia, é manipulação em massa. Pode ser o que for, mas a grande verdade é, há sim uma dura realidade por detrás dos acontecimentos, a morte de pessoas, do pai de alguém, do esposo de alguém, da esposa de alguém, do filho de alguém, do irmão de alguém, do amigo de alguém. E há a pior morte que pode existir que é a morte em vida, a adesão à medos, desespero, reclamações, a tristezas, a angústias, a lamentações.

Portanto é preciso termos consciência de que todos nós de alguma forma algo perdeu com este processo todo, um emprego , um amor, o fim de um sonho, de um projeto, seja o que for . E isso nos mostra que não importa a origem e nem a verdade de todos os fatos, o que importa é a grande necessidade de reflexão que precisamos agora por como objetivo, sem deixar de fazer a nossa parte é claro, para manter a nossa saúde e a saúde do coletivo.

E reconstruir é abraçar a vida, é abraçar a esperança, é construir novos sonhos, é correr atrás daquilo que perdeu e se o que perdeu foi uma vida para a morte , é preciso encher sua alma de vida, porque aquele que se foi de certeza deixou como legado uma história, a sua memória e de certeza enquanto aqui esteve marcou o coração de quem ficou acima de tudo com o seu amor. Portanto, se morrermos juntos (numa morte em vida) deixaremos arrefecer a maior chama que pode existir, que é a chama da vida e do amor, aquele que podemos distribuir para que enquanto possamos viver tenhamos o poder de marcar os corações com a semeadura mais forte do Universo, a do verdadeiro amor, porque quanto mais o damos, mais dele nos alimentamos.


Se morrermos juntos com a dor do que ou de quem este ano nos tirou vamos deixar secar a maior fonte da nossa alma, o amor que nunca podemos deixar de semear, porque se assim fizermos, quem mais vai padecer é quem a sua fonte deixou secar.

Neste sentido , convido-o a reconstruir, a ter esperança, a criar estratégias e a seguir em frente. E se não estiver a conseguir fazer este processo sozinho, se tudo isso fez aflorar em si sintomas emocionais disfuncionais, procure ajuda profissional. Mas não deixe de acreditar que enquanto houver um suspiro há o poder de recomeçar!


Reliane de Carvalho

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