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  • Reliane de Carvalho

O ENCONTRO COM O AMOR PRÓPRIO É UM ENCONTRO COM A PAZ!


O encontro pessoal, ou seja, encontro connosco próprio; a aceitação de quem somos; a aceitação de nossa imperfeição e que somos seres imperfeitos em ritmo de crescimento e evolução; a aceitação de que por vezes agimos de forma menos assertiva e que isso não nos diminui apenas ensina-nos, aprimora-nos; e a certeza de que se estamos atentos ao nosso ritmo de crescimento, a nossa viagem interior de aprimoramento e que não somos perfeitos, seguindo sem culpa; é um convite ao abraço ao amor próprio. Um convite a aceitação àquele que somos e do jeito que somos, seres imperfeitos sim, mas ricos em muitas características já adquiridas, com muitas outras por adquirir. A atenção a tudo isso e ao verdadeiro abraço emocional da aceitação de quem somos e como somos, com tudo o que temos e com tudo o que ainda temos que buscar, ou seja, o verdadeiro abraço ao amor próprio é o verdadeiro caminho para o encontro da paz.





É quase impossível estarmos verdadeiramente bem se não nos amamos em primeiro lugar, é quase impossível estarmos verdadeiramente bem se o tempo todo nos culpamos pelas ações menos assertivas que temos sem aceitar que somos seres em ritmo de crescimento, em busca do aprimoramento. É quase impossível seguirmos e construirmos, realizarmos e plenitude termos, se o nosso estado interno é de sofrimento e negação a nós mesmos. Só podemos sentir o mundo e tudo o que o mundo pode proporcionar e todas as nossas conquistas quando sentimos o nosso mundo em paz e tudo o que nele carregamos, toda a grandeza que possuímos. É difícil sermos reconhecidos por tudo o que já conquistamos, por tudo o que somos, se não nos reconhecemos, se optamos por nos vitimizar, reclamar, achar que nada somos, que nada podemos, que na nossa vida tudo dá errado, tudo acontece do outro lado, do lado oposto ao que gostaríamos. Quando negativamos e reclamamos o tempo todo, quando não confiamos em nós, como podemos inspirar pessoas a confiarem?

Somos o que vibramos, somos a nossa própria energia de movimento e se a energia é de esperança, é de ação, é de construção, é a própria lei da atração, não podemos obter algo muito diferente disso. Agora se o tempo todo reclamarmos, vitimizarmos, e acreditarmos que somos vítimas da família, do sistema, do mundo, estamos a convidar novas dificuldades inconscientemente, pela força destes pensamentos.

E pode estar a se perguntar, mas quando vejo já estou a pensar desta forma, como posso fazer diferente se na minha vida tudo dá errado? Aqui é que está a diferença, na vida de todas as pessoas há muitos caminhos trilhados que possuem as portas fechadas, mas quando isso acontece, existe uma parte de pessoas que atenta aos desafios da vida, olham com atenção, abraçam o calor da esperança e em sabedoria cria novas rotas, novos sonhos, novos projetos e de grandes dificuldades constroem novas oportunidades. E pode estar a dizer porque eles conseguem e não eu? E novamente os pensamentos menos bons podem estar a querer começar a diminui-lo(a): “acontece porque sou fracassado”, “é porque tudo para mim dá errado”. Não, lógico que não, somos seres emocionais, e a explicação para esta diferença de perceção da realidade é algo muito complexo, é tema para mais do que uma consulta, é vasta, é necessária uma investigação clínica detalhada, entender sobre o funcionamento da mente, sobre a ciência das emoções, sobre o passado emocional, sobre a história de vida. Mas de forma sumária, esta diferença do processamento das emoções se dá por uma cascata diversa de fatores, que vão desde fatores anatómicos e fisiológicos cerebrais, a genéticos e até experiências, as experiências vividas durante toda a vida até aqui, sendo assim, cada um de nós temos emoções diferentes e interpretamos o mundo e a realidade de forma diferente. Mas sendo assim o que posso fazer para me tornar uma pessoa mais positiva, mais otimista? E aqui há uma boa notícia, nosso cérebro possui neuroplasticidade (capacidade de criar novos circuitos e novas conexões o tempo todo), também possui neurogénese (cria novos neurónios sempre que necessário), sendo assim, é possível reprogramá-lo, e para isso, se não conseguir fazer isso sozinho através de meditações guiadas assertivas, através de leituras que o induzam a ter pensamentos mais positivos, através de hábitos saudáveis como alimentação saudável, correta ingestão de água, prática de exercícios físicos, através da atenção de que o tempo todo é necessário não alimentar os pensamentos ruins, ou seja, quando eles vem não nutri-los e sim afirmar o seu nome para si mesmo e dizer, está tudo bem, você nasceu para vencer, tudo abrir-se-á, tudo dará certo, ou através da soma de todos estes ricos instrumentos e outros existentes e não citados, talvez o que precisa é de um bom processo terapêutico. Com um profissional com habilitações adequadas, para ajudá-lo a curar as feridas emocionais, a tratar os traumas e a ajudá-lo a reprogramar seus pensamentos para que possa vibrar de forma mais positiva, para que possa encontrar o seu amor próprio, para que possa sentir a vida, saindo do poço das dificuldades, quebrando cada pedra e fazendo delas degraus de oportunidade.


Nenhum de nós é maior ou melhor do que ninguém, apenas alguns de nós, ou por diferenças anatómicas e fisiológicas, ou por diferenças nas experiências de vida, ou porque já foram terapeutizados, acabam por percecionar a realidade de um a forma diferente. E é isso que faz a diferença no caminho da vida, como percecionamos tudo porque a vida é sim feita da altos e baixos, de momentos muito bons, de momentos menos bons, de vitórias e desafios, mas como nos comportamos nos baixos da vida é o que fará a diferença no caminho. Pois enquanto o tempo todo vibramos a energia da perda, do sofrimento, da tristeza por tudo o que de menos bom aconteceu, vamos ter dificuldade de estarmos atentos ao convite das novas oportunidades. E se longe do amor próprio ainda pior, porque ainda que haja muitas boas colheitas, só realmente pode senti-las com toda a força da alma, com toda a plenitude, quem encontrou a si mesmo, abraçando o amor próprio, o único que nos capacita a amar ao próximo com toda a maestria que permite a dança da vida, não com sofrimento, mas com os doces movimentos de um crescimento em conjunto, a dois, no processo relacional, na valsa da relação humana. Que pode ser de alegria e paz, quando ambos os envolvidos no processo já encontram o seu amor próprio e o seu próprio caminho interior. Não de um ser perfeito, mas de um ser imperfeito a busca de seu desenvolvimento, que respeita e compreende o outro (s) e seu tempo de aprimoramento, assim como consegue respeitar a regência do Universo e todos os acontecimentos, que cedo ou tarde também contribui para o nosso desenvolvimento.


Reliane de Carvalho


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